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segunda-feira, 12 de maio de 2014

TROTE - Ritual bizarro e degradante





Nestas ultimas semanas voltamos a presenciar as situações vexatórias a que são submetidos os calouros universitários de Lages e, sabemos, de quase todo pais, que se denominam “trotes”.

Encontramos jovens nos cruzamentos, sujos, marcados, nominados de coisas idiotas, pedindo dinheiro para cumprir um ritual sem qualquer lógica, e ainda esse dinheiro, quase sempre, será usado para adquirir bebidas alcoólicas para os veteranos novamente, em um dia marcado, submeterem os jovens a novas humilhações.

O pior de tudo isso é que as autoridades estudantis não fazem nada para mudar esse contexto. Não adianta toda a pompa das formaturas, com Magníficos Reitores em suas vestes talares as presidindo, se nos meses subsequentes o nome da Universidade é manchado com essas práticas, que são desumanas e ilegais.

Submeter alguém a humilhação pública é proibido em praticamente todos os textos legais do nosso nação, em especial na Constituição Federal de 1988, onde se estabeleceu O "Princípio da dignidade da pessoa humana" como  um valor moral e espiritual inerente à pessoa, ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito, e tal constitui o princípio máximo do estado democrático de direito.

Ora, partindo desse principio não se entende como as autoridades, sejam públicas ou estudantis, ainda permitem o trote na forma que vi na sexta-feira passada (21/03/2014), por volta das 19 horas, nos fundo do Supermercado Big. Alias, este fato é só uma referencia, pois houveram muitos casos durante estas ultimas semanas.

Não podemos tratar as vitimas como culpados, pois os calouros se submetem impulsionados pelo medo da retaliação e da não aceitação no grupo que irão entrar por quatro, cinco, seis anos.

Os culpados são na ordem, as autoridades e os sádicos que permitem ou praticam tais atos.

A solução? A solução é simples. O Reitor da Universidade baixa portaria proibindo e abre sindicância para identificar e punir os participantes (os veteranos) e as autoridades públicas adotam as medidas legais quanto perturbação da ordem pública.

Mas ainda restam os pais dos estudantes “calouros”, que não devem aceitar que seus filhos sejam submetidos a tal prática.

Por fim, uma sugestão aos DCE´s (Diretório Central dos Estudantes) e os CA´s (Centro Acadêmicos), que incentivam ou se omitem quanto ao caso.,Promovam o trote solidário, para que os calouros não sejam humilhados e ainda contribuam para sociedade. Alguns CA´s o fazem, basta o restante seguir o exemplo.  

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