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terça-feira, 6 de agosto de 2013

DIREÇÃO DEFENSIVA



Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade.

Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de acontecer um acidente.

Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles são sempre ruins para todos. Mas você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:

o sofrimento de muitas pessoas, causados por mortes e ferimentos, inclusive com seqüelas físicas e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis;
prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e até mesmo prisão dos responsáveis.

Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direção defensiva?

É a forma de dirigir, que permite a você reconhecer  antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via.

Para isso, você precisa aprender os conceitos da direção defensiva e usar este conhecimento com eficiência. Dirigir sempre com atenção, para poder prever o que fazer com antecedência e tomar as decisões certas para evitar acidentes.

A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de responsabilidade.

Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.

Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com:


Os Veículos;
Os Condutores;
As Vias de Trânsito;
O Ambiente;
O Comportamento das pessoas.


OS VEÍCULOS

Seu veículo dispõe de equipamentos e sistemas importantes para evitar situações de perigo que possam levar a acidentes, como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação, pneus e outros.

Outros equipamentos são destinados a diminuir os impactos causados em casos de acidentes, como os cintos de segurança, o “air-bag” e a carroçaria.

Manter esses equipamentos em boas condições é importante para que eles cumpram suas funções.


OS CONDUTORES

A sua posição correta ao dirigir evita desgaste físico e contribui para evitar situações de perigo. Siga as orientações:

Dirija com os braços e pernas ligeiramente dobrados, evitando tensões;
Apóie bem o corpo no assento e no encosto do banco, o mais próximo possível de um ângulo de 90 graus;
Ajuste o encosto de cabeça de acordo com a altura dos ocupantes do veículo, de preferência na altura dos olhos;
Segure o volante com as duas mãos, como os ponteiros do relógio na posição de 9 horas e 15 minutos. Assim você enxerga melhor o painel, acessa melhor os comandos do veículo e, nos veículos com “air bag”, não impede o seu funcionamento;
Procure manter os calcanhares apoiados no assoalho do veículo e evite apoiar os pés nos pedais, quando não os estiver usando;
Utilize calçados que fiquem bem fixos aos seus pés, para que você possa acionar os pedais rapidamente e com segurança;
Coloque o cinto de segurança, de maneira que ele se ajuste firmemente ao seu corpo. A faixa inferior deve passar pela região do abdome e a faixa transversal passar sobre o peito e não sobre o pescoço;
Fique em posição que permita enxergar bem as informações do painel e verifique sempre o funcionamento de sistemas importantes como, por exemplo, a temperatura do motor.

Nas próximas edições trataremos dos demais itens dentro dos conceitos de Direção Defensiva.

Fonte: DENATRAN: Manual de direção defensiva, Maio 2005.


(Publicado no Jornal Vitrine Lageana - semana 29/07 a 03/08/2013)

A SEGURANÇA PÚBLICA É UM PROBLEMA, MAS VOCÊ POSSUI A SOLUÇÃO - FILHOS




Todos nós sabemos que em muitos momentos há inúmeras razões para nos preocuparmos com a segurança de nossos filhos.  A violência faz parte de todas as culturas, porque faz parte da natureza humana, apesar de assumir formas diferentes em cada lugar.
Alguns dos riscos que as crianças correm são universais. Conhece-los, e a forma de preveni-los e enfrentá-los lhes dará instrumentos para garantir a segurança de seus filhos e a sua própria tranquilidade.

Algumas dicas ajudam a prevenção de modo geral, pela conduta positiva que trazem. Vejamos:

- Ouça com atenção. Por mais estranhas que possam ser, as confissões feitas pelas crianças devem ser ouvidas. Tente perceber o que é ou não coerente, mas fique atento a qualquer conversa fora do normal.

- Ensine-os a rejeitar determinado tipo de comportamentos. Os pais devem ensinar os filhos a ter determinado tipo de comportamentos, nomeadamente não aceitar falar com estranhos, recusar beijar, abraçar ou sentar no colo de desconhecidos ou permitir atos de intimidade, mesmo que seja com familiares.

- Ensine-os a dizer "não, obrigado".  Aconselhe as crianças e os jovens a recusarem entrar em automóveis desconhecidos (independentemente do pretexto), a não aceitarem guloseimas ou dinheiro oferecidos por desconhecidos.

 - Atenção aos atos de violência. Os pais devem estar atentos ao padrão de comportamento dos seus filhos. Atitudes como maior isolamento, agressividade, baixo rendimento escolar devem ser conversadas com os filhos. A ajuda de um psicólogo pode ser elementar.

-Se necessário, tome medidas. Se forem confrontados com denúncias graves, os pais têm o dever de avisar de imediato as autoridades e formalizar uma queixa-crime. Só assim se poderá abrir uma investigação.



Segurança nas escolas

Cabe aos pais e professores orientarem filhos e alunos a se protegerem corretamente, uma vez que é impossível estar com eles o tempo todo. O diálogo é essencial. Veja algumas recomendações:
- Evite que seu filho pequeno vá para a escola sozinho. A companhia de um adulto é sempre necessária.
- Quando for levar seu filho à escola entregue-o somente ao monitor da escola na entrada. Caso utilize de serviço de transporte, informe-se muito bem sobre o condutor, pegando informações com outros pais e professores da escola.
- Sempre oriente seu filho a andar em grupo em qualquer trajeto e longas caminhadas. Nunca andar sozinho em locais isolados próximos à escola.

- Toda criança deve saber seu endereço, telefone, nome dos pais, ou responsáveis, ou de quem vai buscá-la na escola.


Segurança no carro


Lugar de criança é no banco de trás e na cadeirinha.

A Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), conhecida como Lei da Cadeirinha obriga o uso de dispositivos de retenção para o transporte de crianças em veículos. De acordo com a medida, crianças até 12 meses devem ser transportados no bebê-conforto. De um a quatro anos, devem viajar em cadeirinhas. Já entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster -- assento elevatório. O cinto de segurança do veículo deverá ser usado por aquelas com idade superior a sete anos e meio e igual ou inferior a 10 anos. O descumprimento da norma prevê multa gravíssima de R$ 191,54, além da perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até que o assento seja colocado.

A importância da cadeirinha está demonstrada nas estatísticas. De setembro de 2009 a agosto de 2010, o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde notificou a morte de 296 crianças nessa faixa etária. Entre setembro de 2010  e agosto de 2011, o número caiu para 227. Houve queda de 15% em comparação a média dos cinco anos anteriores.



(Publicado no Jornal Vitrine Lageana - semana 04 a 10/07/2013)

A SEGURANÇA PÚBLICA É UM PROBLEMA, MAS VOCÊ POSSUI A SOLUÇÃO – III - A VIOLENCIA DOMÉSTICA



VIOLENCIA DOMÉSTICA É CRIME previsto na Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha.

Criada em 2006, esta lei protege as mulheres da violência doméstica e representa um avanço na legislação brasileira. Entre as inovações legais está a impossibilidade de a vítima retirar a queixa de agressão, a menos que isso seja feito perante o juiz, em audiência marcada exclusivamente com este fim.

Se você é vítima de violência doméstica dirija-se a delegacia mais próxima ou acione a Policia Militar, porque vale a pena denunciar.
Acredite em si – é possível recomeçar uma vida sem violência. Dê a si e aos seus filhos uma oportunidade de serem felizes.

Violência Doméstica é definida como qualquer conduta ou omissão que inflija reiteradamente sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou econômicos, de modo direto ou indireto, (por meio de ameaças, enganos, coação ou qualquer outro meio) a qualquer pessoa que habite no mesmo agregado familiar ou que não habitando, seja cônjuge ou companheiro ou ex-cônjuge ou ex-companheiro, ascendente ou descendente.

O termo doméstico no âmbito da “violência Doméstica”, não deve confinar-se apenas aos limites das paredes do lar familiar, mas antes, focalizar-se no tipo e na natureza das relações que envolvem determinadas pessoas.(UNICEF 2000)
Tipos de Violência:
  • Maus tratos físicos (ponta-pés, esbofetear, atirar coisas)
  • Isolamento social (restrição do contato com a família e amigos, proibir o acesso ao telefone, negar o acesso aos cuidados de saúde)
  • Intimidação (por ações, por palavras, olhares)
  • Maus tratos emocionais, verbais e psicológicos (ações ou afirmações que afetam a auto-estima da vítima e o seu sentido de auto-valorização)
  • Ameaças (à integridade física, de prejuízos financeiros)
  • Violência sexual (submeter a vítima a práticas sexuais contra a sua vontade)
  • Controle econômico (negar o acesso ao dinheiro ou a outros recursos básicos, impedir a sua participação no emprego e educação)
A violência doméstica é um problema transversal, ocorrendo em diferentes contextos, independentemente de fatores sociais, econômicos, culturais, etários. Embora seja exercida na grande maioria sobre mulheres, atinge direta, ou indiretamente crianças, idosos e outras pessoas mais vulneráveis ou com deficiência física.

Apesar de algumas abordagens acadêmicas chamarem a atenção para um aparente aumento das vítimas de sexo masculino, verifica-se uma prevalência esmagadora de vítimas do sexo feminino, bem como uma crescente exposição estatística de vítimas de escalões etários mais elevados.

O aumento dos números de denúncias-crime expressos nas estatísticas oficiais é fruto de uma maior visibilidade do fenômeno, de campanhas públicas de sensibilização, maior consciêncialização das vítimas para os seus direitos e maior exposição midiática;

Tendo em consideração que as formas de violência ocorrem, fundamentalmente no espaço privado do lar, e dada a fragilidade das vítimas, esta problemática requer por parte das autoridades policiais uma atenção especial, no que respeita à garantia da segurança e proteção das vítimas, salvaguarda e preservação dos seus direitos no respeito da lei.

Foram muitos os avanços legais trazidos pela Lei Maria da Penha, entre eles: 

- a definição do que é violência doméstica, incluindo não apenas as agressões físicas e sexuais, como também as psicológicas, morais e patrimoniais; 

- reforça que todas as mulheres, independentemente de sua orientação sexual são protegidas pela lei, o que significa que mulheres também podem ser enquadradas – e punidas – como agressoras; 

- não há mais a opção de os agressores pagarem a pena somente com cestas básicas ou multas. A pena é de três meses a três anos de prisão e pode ser aumentada em 1/3 se a violência for cometida contra mulheres com deficiência; 

- ao contrário do que acontecia antigamente, não é mais a mulher quem entrega a intimação judicial ao agressor; 

- a vítima é informada sobre todo o processo que envolve o agressor, especialmente sobre sua prisão e soltura; 

- a mulher deve estar acompanhada por advogado e tem direito a defensor público; 

- podem ser concedidas medidas de proteção como a suspensão do porte de armas do agressor, o afastamento do lar e uma distância mínima em relação à vítima e aos filhos;

- permite prisão em flagrante; 

- no inquérito policial constam os depoimentos da vítima, do agressor, de testemunhas, além das provas da agressão;

- a prisão preventiva pode ser decretada se houver riscos de a mulher ser novamente agredida; e 

- o agressor é obrigado a comparecer a programas de recuperação e reeducação.

 

(Publicado no Jornal Vitrine Lageana - semana 21 a 27/06/2013)

A SEGURANÇA PÚBLICA É UM PROBLEMA, MAS VOCÊ POSSUI A SOLUÇÃO 2.




Como mencionamos na última edição, o Estado, sozinho, se mostra incapaz de trazer soluções para a Segurança Pública e cabe ao Cidadão implementar medidas que previnam e colaborem com a sua própria segurança.
Dando continuidade ao tema da semana passada, apontarei dicas de prevenção que contribuam para que o cidadão evite ser uma vitima potencial da marginalidade:

PREVENÇÃO NA RESIDÊNCIA

A residência ainda é um grande alvo para os marginais. As drogas tem sido um impulsor dos crimes contra o patrimônio, pois comumente, os usuários sentem a necessidade de manter seu vicio, e partem para os furtos e roubos. Os assaltos por pessoas especializadas também se voltaram mais para o cidadão comum, diante da melhoria da segurança nos estabelecimentos bancários e e em lojas comerciais, pois suas ações nesses locais têm sido mais difícil. Surge então a necessidade do próprio cidadão promover medidas preventivas e a maior prevenção é criar obstáculos à ação dos marginais. As dicas são as seguintes:

- Melhores a segurança de sua casa. Comece pelo perímetro externo, de tal forma que fique limitada a visão do interior da casa. Os muros e cercas devem (dentro do possível) ser altos e com proteção na parte superior, a qual pode ser constituída de lanças, pregos, arame farpado e até cercas eletrificadas, com tecnologia para não matar uma pessoa por descarga elétrica.
- Instale grades nas portas e janelas, olho mágico e trancas nas portas.
- Não deixe portões e portas abertas, mesmo que haja alguém na residência, e que tal medida seja adotada por todos, inclusive filhos e empregados.
- A utilização de cães de grande porte é bastante eficaz em casas, e eles devem ser no mínimo um casal, porém, quanto mais, melhor.
- Não deixe objetos “tentadores” a vista ou fáceis de serem acessados. Bicicletas, tênis, motos, carros abertos, etc, são um chamariz aos ladrões.
- Quando estiver chegando a casa, antes mesmo de parar o veículo e de abrir a garagem, olhe pelos arredores para ver se há pessoas com atitude suspeita.
- Antes de abrir a porta ou a garagem, observe se não há sinais de arrombamentos, e até dê uma espiadela pela janela, se for possível é claro.
- Se você decidiu possuir cães, observe se o comportamento deles esta normal. Muitas vezes eles rosnam e latem de forma estranha, por saberem que há algo ou alguém que não conhecem no local.

Havendo qualquer suspeita acione a Policia Militar pelo telefone 190 e aguarde a chegada dos policiais.

Quando for viajar existem algumas medidas essenciais a serem adotadas, para que a viagem seja tranquila e não tenha noticias desagradável que interrompam sua viagem de negócios ou lazer:

- Comunique-se com seu vizinho. Durante a sua ausência, ele é a sua segurança mais próxima;
- Evite comentar com pessoas estranhas que irá viajar;
- Evite colocar cadeados do lado de fora do portão. Isso poderá denunciar a saída dos moradores;
- Evite deixar o portão da garagem aberto;
- Instale dispositivos de segurança como reforço da tranca normal de portas e janelas. Portas e janelas corrediças não são totalmente seguras. Pinos de segurança ou até mesmo um cabo de vassoura resolvem este problema;
- Evite deixar a sua residência com aparência de vazia. Não feche completamente as cortinas e persianas. Não deixe luzes acesas durante o dia e a noite. Se preferir adquira aparelhos que programam as luzes para ligar e desligar em horários programados;
- Peça ajuda aos seus vizinhos, não deixando acumular jornais e correspondências;
- Faça um exame cuidadoso do aspecto físico do seu imóvel e procure melhorar a segurança dos pontos que podem ser vulneráveis,

Aos bons vizinhos, aqueles que por cidadania e amizade buscam ajudar uns aos outros, colaborem também, alias, essa colaboração é outra ferramenta para melhorar a segurança em nossos lares, pois os marginais ao obervarem que em determinada rua ou bairro existem pessoas atentas e preocupadas com a segurança, ficam desmotivados a praticarem delitos naquelas redondezas.

Dessa forma, chame a Polícia quando você observar: luzes acesas ou barulho em casa de vizinhos que estejam viajando e não tenham avisado qualquer coisa a respeito; táxi, carro particular ou caminhão recebendo mercadorias volumosas, com os elementos agindo de maneira nervosa, e sem os cuidados necessários com os objetos a serem transportados, tais como: televisores, aparelhos de som, etc; pessoas armadas ou grupos suspeitos anotando as placas dos veículos estacionados; carros novos conduzindo três ou quatro elementos, com placas duvidosas ou danificadas; transeuntes carregando grandes embrulhos; estranhos parados em portas ou perto de edifícios ou casas, por muito tempo.



(Públicado no Jornal Vitrine Lageana - semana 14 a 20/06/2013)