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sábado, 2 de fevereiro de 2013

VIZINHO SOLIDÁRIO – COMUNIDADE CIDADÃ



(Matéria públicada no Jornal vitrine Lageana em 27/01/2013)


Na cidade de Lages se fala muito em Policia Comunitária. Pudera, aqui foi iniciada a instalação da filosófica da policia comunitária no Estado, e que acabou tendo um excelente resultado, com sucesso inigualável, recebendo reconhecimento a nível nacional.
Porém, á policia comunitária é mais do que a Policia se aproximar do cidadão e trabalhar junto com ele. Ela em verdade é um caminho de mão dupla entre Policia Militar e Comunidade e desta forma a Policia Militar faz sua parte, a comunidade faz a sua e, ambas, trabalhando junto alcançam objetivos que são de interesse comum.
Trabalhei em diversas cidades do Estado, e fui um dos precursores da Policia Comunitária, quando essa ainda era uma experiência e chamava-se Policia Interativa.
Nos anos de 1997 a 2001, na cidade de Campos Novos-SC, meu Pelotão foi designado como Projeto Piloto, quando então implantei a sistemática de divisão da cidade por setores de policiamento, com policiais atuando especificamente em uma área fixa, devidamente orientados e engajados na solução de problemas, e que acabou sendo usado na cidade de Lages.
Durante aquele tempo percebi que uma das grandes ferramentas para o sucesso dos trabalhos partia da participação dos moradores. Chamou-se essa ferramenta de “Vizinho Solidário”, que nada mais é do que a união dos moradores de uma determinada rua ou bairro, que passavam a cuidar um dos outros (das pessoas e seus bens) solidariamente.
Para isso, o passo inicial é a interação daquela comunidade, entre si, para aproximar os vizinhos um dos outros e por consequência resgatar a sensação de segurança, por meio de posturas preventivas, individuais e coletivas, desenvolvendo-se o sentimento de pertencimento social e dizer não a indiferença para com o outro.
Quando as pessoas de uma comunidade interagem e se conhecem, a preocupação com os interesses da coletividade aumenta, inclusive com questões de segurança pública, criando um sentimento de reciprocidade de obrigações e interesses, tanto entre os cidadãos como entre estes e os órgãos de segurança.
Porém, Lages carece de um programa que leve a uma conduta a tornar o cidadão um “Vizinho Solidário”, o que não impede que a própria comunidade tome consciência dessa necessidade e tome a iniciativa, passando a se organizar e interagir entre si. Daí para frente, os próprios resultados demonstrarão que essa conduta social é eficiente para solução dos problemas, quando então, através dos CONSEG´s (Conselhos de Segurança) se organizará o necessário para implementar um programa que oriente essa conduta. A participação dos CONSEG´s já esta adaptado a essa ferramenta, pois na sua concepção, os CONSEG´s são exatamente o engajamento da comunidade na forma geral.
Alguém pergunta: E daí? Conheço meu vizinho, converso com ele, jogo bola, faço festa, mas é só isso?
Não! A partir disso passamos naturalmente a agir solidariamente, pois quebramos o gelo existente, ou melhor, a desculpa existente, de que “eu não tenho nada com isso” quando o meu vizinho estiver sendo assaltado, agredido ou precisando de ajuda.
Resumindo ao máximo, pois o tema exige muitas paginas deste jornal para esgota-lo, são basicamente as seguintes atitudes que deverão ser adotadas pelo “Vizinho Solidário”:
- Ao ver alguém estranho perambulando pelas ruas da minha vizinhança, fico observando-o e, se notar algo suspeito, aciona a Policia Militar;
- Ouvindo um grito ou barulho aciono a Policia Militar, pois um vizinho pode precisar de ajuda;
- O vizinho vai viajar e pede para cuidar da casa, alimentar os animais, e dessa forma não deixando a casa com aparência de abandonada, pois é um chamariz para os ladrões;
- Percebendo que há problemas de infraestrutura, aciono os responsáveis pelos serviços públicos, como por exemplo, o de manutenção de vias, limpeza, iluminação pública, água, esgoto, etc;
- Responsabilizando-se junto com os demais moradores pelos espaços físicos em áreas específicas, como praças, parques e jardins;
- Participando como grupo, de campanhas de preservação da fauna e flora, replantio de árvores, reciclagem de lixo;
- Monitorando ameaças de poluição ambiental;
- Auxiliando na busca da parceria de outros moradores da comunidade;
- Prestando os primeiros socorros em situações emergenciais (alagamentos, incêndios, etc);
-  Apoiando o funcionamento dos agentes de segurança;
- Auxiliando o Líder Comunitário (Presidente do CONSEG) no mapeamento das áreas de risco;
- Auxiliando as pessoas deficientes e de terceira idade;
- Auxiliando na mobilização de moradores a participarem dos programas de policiamento comunitário;
- Apoiando  e participando dos Programas Preventivos da Polícia Militar.
- Não permitindo a presença de vendedores ambulante nem catadores de lixo não autorizados. Comunicando ao Líder Comunitário, o órgão competente do município, ao  CONSEG ou a Polícia;
- Atentando para a presença de desocupados ou pessoas em estado de vadiagem, comunicando imediatamente ao Líder Comunitário ou à Polícia Militar;

Lembre-se de que “Segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos


Cleber de Souza Borges
Tenente Coronel PM.

(Perguntas ou sugestões enviem um e-mail para a Redação ou para cleber.s.borges@hotmail.com )

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