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sábado, 2 de fevereiro de 2013

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER



(Matéria públicada no Jornal Vitrine Lageana em 09/01/2013)

A violência doméstica, violência dos homens sobre as mulheres, vem sendo banalizada pela sociedade, que há vários séculos tem convivido com a opressão que recai sobre a mulher. As agressões acontecem de todas as formas, embora a violência física seja a mais visível, independente da forma, a agressão é sempre violência, seja um grito, uma grosseria, constrangimento ou murro, não importa, pois, acima de tudo, a causa da dor é o desrespeito.
Não vou ser prolixo e me perder em termos jurídicos, vou escrever a moda do lageano, indo direto ao ponto e, possivelmente, sendo ríspido.
Bater em mulher ou mantê-la sob o medo constante, físico e/ou moral é coisa de COVARDE. Sabemos que o homem que faz isso é um COVARDE, e isto é fácil de perceber pois quando a Policia Militar chega ao local, pois não raro, o agressor corre para se esconder embaixo da cama. Nesta hora toda a “macheza” desaparece!
Entrando no sexto ano de vigência da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, temos ainda um quadro muito ruim a nossa vista. As estatísticas colocam Lages em destaque nos registros de violência contra as mulheres em Santa Catarina e nos deixam um alerta sobre a necessidade de adotar políticas publicas de enfrentamento a essa violência.
Sem considerar a “violência silenciosa”, aquelas que não deixam marcas, os números são preocupantes. Somente em 2011, foram registrados 579 casos, número que aumentou para 630 no ano de 2012. Destes, cerca de 90% dizem respeito à lesão corporal e ameaças e têm como causas o uso de álcool e drogas, mas também as questões econômicas e sociais.*
Quando uma mulher é agredida e toma decisão de denunciar seu agressor, como ela deve proceder?
Primeiramente e no momento da agressão ou assim que possível ligue para o 190, pois a Policia Militar fará o atendimento de imediato e conduzirá a vitima, se necessário, ao pronto socorro ou a Delegacia. Em seguida ela deve se dirigir a uma Delegacia e noticiar o que ocorreu. Não precisa ser uma Delegacia da Mulher (mas preferencialmente), pode ser a mais próxima de sua residência. Se esta mulher está sofrendo ameaças mais graves, por exemplo, de morte, aconselho procurar diretamente o Ministério Público, ou a defensoria pública, para que sejam propostas medidas cautelares de afastamento do sujeito do lar, ou da ofendida.
Em Lages existe uma Delegacia Especializada a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso  que fica na rua CRUZ E SOUZA nº 65, Centro, onde funciona o complexo da Policia Civil.
*  Fonte: Dados da Policia Militar de Lages

Cleber de Souza Borges
Major PM.

(Perguntas ou sugestões enviem um e-mail para a Redação ou para cleber.s.borges@hotmail.com )

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