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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Poema O Policial




Tem gente que ainda não sabe O que a polícia significa Com maldade a critica Sem conhecer a verdade Mas nesta oportunidade Parafraseando os doutores A polícia meus senhores É o braço da sociedade

Para vos dar sossego Lutamos de fronte erguida Arriscando nossas vidas Para proteger as vossas Tem gente que ainda faz troças Quando somos pisoteados Dão razões aos renegados Das razões que eram nossas

Essa gente erra meus senhores Quando não erra se engana Pois errar é coisa humana Mas quando o engano não vêem E o policial errar também Há sempre alguém que o aponta Mas finge que não enxerga Quando ele pratica o bem Somos aquele alvo humano Das armas dos delinqüentes Estamos sempre presentes Na batalha contra o mal Somos a guarda social Desta batalha renhida Arriscar sua própria vida É o lema do policial

O policial que é casado Não vive para a família Sem poder o filho ou a filha Dar um pouco de carícias Do lar não colhe delícias Porque na cidade ou no morro Há sempre um grito de socorro Chamando pela polícia Quando sai em diligências Despede-se dos filhos seus Vai com Deus papai, vai com Deus ... Lhe diz o filho querido Logo após tem se lido Em manchete de jornal Foi morto um policial Ao prender um foragido

Tristonho o filho pergunta A sua mãezinha que chora Mamãe, porque meu pai demora? Estou com saudades demais Quero expandir meus Ais Com forte beijo em sua testa Pra depois cantar em festa A linda canção dos pais Sei meu filho adorado Hoje é dia dos pais Mas o teu não volta mais Você tem que me entender É triste, mas vou lhe dizer Estando em sua dura lida O teu pai perdeu a vida No cumprimento do dever

O filhinho nada entende O que a sua mãezinha lhe diz E continua bem feliz Esperando o amado pai O sol desmaia, a noite a cai Venta muito já é outono A criança sente sono E o bercinho lhe atrai

No outro dia bem cedinho Faz pergunta sem receio Mamãe, meu papai já veio? Mas no momento se cala Esmorece, perde a fala Ao ver seu pai de coração De mãos postas num caixão Sobre a mesinha da sala E neste momento compreende Ao ver a sala tão triste Seu peitinho não resiste Dos seus olhos rolam prantos Pois o pai que amava tanto Lhe deixou na solidão Foi cumprir outra missão Com destino ao campo santo O menino fica tristonho Com os olhos rasos d’água Fica enxugando suas lágrimas Que um delinqüente causou A herança que lhe restou Foi uma placa com gravura “Honra ao mérito por Bravura” Que o próprio tempo gravou

E hoje com sua mãezinha Nos dedinhos vai contando Os anos que vão passando E o tempo que o pai morreu Do mesmo não esqueceu Conta dez, conta onze Mas aquela placa de bronze Nunca um abraço lhe deu Vejamos a outra face Em que meu nome figura Foi sem placa sem gravura Não tombei pois Deus não quis Senhores aquilo que fiz Foi sem rancor, sem maldade Pra dar paz a sociedade Eu tive um golpe infeliz

Numa noite negra e fria Chovia torrencialmente Fui chamado de repente Pra atender uma ocorrência Deixei com paz e paciência O mundo alto em que dormia Enquanto o baixo se divertia Nos vapores da violência

Pra dar paz a sociedade Fui em busca de um delinqüente Que furioso, violentamente Quis roubar a minha vida Mas a sua sorte foi mesquinha Não completou o arremate Usei os meios que tinha E eu pra não ficar no combate

Vejam meus senhores A situação que fiquei Contra vontade matei Pra salvar a vida minha E nesta batalha renhida Recebi como troféu Tormentos num banco de réu Julgado por homicida

Mas perante sete homens Foi dividido meu drama E Deus, Pai Divino que ama Iluminou mente por mente E perante o povo presente Deu-se o desfecho final Houve-se o magistrado Declarado o réu inocente

Por isso eu peço a Deus Que apague o que aconteceu E faça mais do meu EU Um policial de relevo Que diga ele de novo A grande massa social Que o braço do policial É a segurança do povo.

( Autor : Desconhecido)

6 comentários:

  1. Para a maioria é somente um poema.... Para nós policiais é a nossa realidade....

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    1. É verdade. Imagine então para mim, querida colega, que vivi os versos do poeta joão Pantaleão Gonçalves Leite na minha trajetória de policial no seu poema, duas faces do policial. E talvez eu um dos poucos, além dele, a declamar todos os seus versos numa só apresentação, como fiz em homenagem aos colegas na Câmara de vereadores de Pinhal.

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    2. É verdade. Imagine então para mim, querida colega, que vivi os versos do poeta joão Pantaleão Gonçalves Leite na minha trajetória de policial no seu poema, duas faces do policial. E talvez eu um dos poucos, além dele, a declamar todos os seus versos numa só apresentação, como fiz em homenagem aos colegas na Câmara de vereadores de Pinhal.

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  2. Este poema é de autoria do policial civil João Pantaleão G. Leite que conheci trabalhando na cidade de Passo Fundo-RS e apresenta nesta versão vários erros, a publicação que tenho está no livro Coletânea Gauchesca, editado em 1983.

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    1. É verdade, mas a essência, continua, cada declamador ou agente performático que interpreta joão, se encontra mais fácil numa linguagem poética semelhante, dando um ar de novidade e evolução na arte. mas colocar artista desconhecido, magoou até eu que sou fã dele e um dos poucos a declamar todo as duas faces do poema o policial de 38 versos, sem consulta visual ou auditiva.

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  3. Dhamião Olyveira! Poeta e Escritor
    https://youtu.be/WJfZSgg2D2M

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