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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ PASSARÁ A RECEBER POR SUBSÍDIO E TERÁ SALÁRIO INICIAL DE R$ 5 MIL


Mais uma corporação policial militar brasileira reconhece a necessidade de valorização profissional de seus homens: a Polícia Militar do Paraná. A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a Proposta de Emenda Constitucional número 64, a PEC 64, que traz mudanças significativas na política salarial e de carreira da PMPR. Algumas mudanças implementadas:



A Policia Militar e o Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná, passam a perceber como remuneração, o subsídio, em parcela única, não havendo mais o compilado de soldo + gratificações;
Exigir-se-á, para o preenchimento do cargo, na Polícia Militar do Paraná, além de outras condições definidas em lei, curso de nível superior para ingresso como Soldado de Segunda Classe e curso de Direito para ingresso na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Policiais-Militares e curso de Engenharia para ingresso no Quadro de Oficiais Bombeiros-Militares;
A remuneração, sob a forma de subsídio passa a ser fixada com a diferença de 5% de uma para outra classe, aos servidores públicos integrantes da Carreira Jurídica Especial de Advogado dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Paraná.


Através das medidas acima, os PMs e BMs do Paraná receberão apenas 5% a menos que os servidores da justiça (promotores, juízes etc). De acordo com o site da Assembleia Legislativa do Paraná, “a PEC proporcionará um ganho adicional sobre os vencimentos da categoria, com o salário inicial de aproximadamente R$ 5 mil”.

fonte: http://renataaspra.blogspot.com/2010/10/policia-militar-do-parana-passara.html
segunda-feira, 25 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O quadro da insegurança pública brasileira




DESDE 1982, quando as eleições estaduais voltaram a ser disputadas de forma direta no Brasil, ainda em ambiente autoritário, o tema da segurança tem ocupado uma posição de destaque na agenda pública. Com a promulgação da primeira Constituição democrática brasileira, em 1988, criaram-se condições para uma ampla participação popular e removeram-se as barreiras tradicionais, que excluíam do direito ao voto a inúmeros segmentos da população. Dado o novo contexto político, as agendas públicas tornaram-se ainda mais sensíveis às demandas da sociedade. Sendo a segurança um item eminentemente popular - sem deixar de ser tema prioritário também para as elites e para as camadas médias -, impôs-se com mais peso à consideração dos atores políticos. O crescimento da violência criminal, ao longo da última década, reforçou essa tendência. Hoje, a questão da segurança é parte não apenas das preocupações estaduais, mas também dos municípios e governo federal, tornando-se uma das principais problemáticas nacionais, seja nas eleições, seja para além delas.

Hoje, o medo da sociedade não é ilusório nem fruto de manipulação midiática. O quadro nacional de insegurança é extraordinariamente grave, por diferentes razões, entre as quais devem ser sublinhadas as seguintes: (a) a magnitude das taxas de criminalidade e a intensidade da violência envolvida; (b) a exclusão de setores significativos da sociedade brasileira, que permanecem sem acesso aos benefícios mais elementares proporcionados pelo Estado Democrático de Direito, como liberdade de expressão e organização, e o direito trivial de ir e vir. (c) a degradação institucional a que se tem vinculado o crescimento da criminalidade: o crime se organiza, isto é, penetra cada vez mais nas instituições públicas, corrompendo-as, e as práticas policiais continuam marcadas pelos estigmas de classe, cor e sexo.

A matriz conceitual com que operam essas políticas refuta, tacitamente, a bipolaridade "repressão dos efeitos" versus "tratamento das causas" da violência. De um modo geral, salvo honrosas exceções, essa bipolaridade tem sido evocada para reduzir a uma caricatura simplória os significados das funções repressivas - funções, vale acrescentar, necessariamente implicadas no trabalho policial. Além disso, tem servido a uma definição equivocada, deslocada, para efeito das políticas públicas, da categoria "causas da violência". Por fim, tem sustentado a afirmação de uma falsa contradição.

Por razões perfeitamente compreensíveis, a palavra repressão provoca repulsa generalizada em todos os que resistiram à ditadura e lutaram pela democracia no Brasil. No entanto, já é tempo de se analisar com rigor intelectual sobre a categoria repressão para ultrapassar as simplificações grosseiras, que servem a propósitos ideológicos e políticos, e apenas obstam o aprofundamento da reflexão sobre a problemática da segurança, do controle social e do poder.

Reprimir significa limitar a liberdade; todavia, que democrata se oporia a que fosse reprimida a ação contrária aos direitos humanos e civis? Deveria ser tolerada, em nome da repulsa à repressão, a liberdade de matar, torturar, humilhar, agredir arbitrariamente, violentar? Pelas mesmas razões, o desrespeito ou a transgressão às leis não poderiam ser aceitos, se a legislação, em sua dimensão matricial, afirma direitos humanos e civis e expressa um acordo institucional em torno de princípios legítimos. Nesse caso, tolerar a transgressão legal significaria admitir a violação de direitos e, quando no governo, tergiversar quanto à responsabilidade de fazer cumprir a lei implicaria trair o dever ético-político para com a sociedade, celebrado no contrato constitucional, além dos interesses políticos históricos das classes subalternas, como veremos a seguir.

Zelar pelo cumprimento do pacto é dever ético-político dos agentes sociais que aceitam o jogo ditado pelas instituições que o traduzem. Além disso, é condição de avanço rumo à radicalização dos compromissos democráticos, inibidos por resistências à afirmação plena dos princípios retores de uma Constituição que se proclama matriz da justiça e da liberdade. Em outras palavras, quando os marcos legais celebram a eqüidade e a liberdade como valores matriciais, até mesmo do ponto de vista estritamente utilitário, passa a ser do interesse dos grupos sociais subalternos, oprimidos e explorados a defesa da institucionalidade jurídico-política, uma vez que o avanço progressivo em direção ao cumprimento das metas constitucionais (isto é, dos fins socioeconômico-políticos contemplados pela enunciação dos valores axiais) representa a realização mesma do projeto de radicalização democrática, compatível com o que, grosseiramente, poder-se-ia definir como a vocação histórica dos grupos subalternos.

O investimento da qualificação e reforma das polícias é fundamental, valorizando-as, revigorando suas lideranças saudáveis, estimulando seu comprometimento com o trabalho preventivo, com os direitos humanos, apoiando sua presença interativa e dialógica nas comunidades, e, na esfera municipal, solicitando seu apoio permanente. Para que intervenções preventivas logrem êxito, freqüentemente, têm de ser acompanhadas por iniciativas policiais que garantam, por exemplo, a liberação dos territórios, quando eventualmente estiverem sob domínio de grupos armados. O poder público não pode permitir que espaços sociais sejam subtraídos à vigência do Estado Democrático de Direito. Todos os exemplos conhecidos de sucesso exigiram a colaboração estreita entre ações policiais qualificadas e intervenções sociais focalizadas.

Defendo a tese de que, ao contrário, o correto seria assumir o compromisso político para com a segurança pública, integrando nessa expressão todas as dimensões pertinentes, inclusive a repressão, como legítima e conforme à defesa dos direitos humanos. Essa a novidade política e esse o movimento criativo e arrojado que nos credencia a dirigir, politicamente, a sociedade também nessa área decisiva. Não há chance alguma de que uma força conquiste a hegemonia sem que se credencie a assumir a liderança na condução do processo de construção da paz e da ordem pública democrática, por métodos legais e legítimos. Nós é que temos de resignificar "segurança" e "repressão", na prática, nos programas e nos discursos, pois os novos significados que lhes atribuímos são aqueles para os quais reivindicamos o reconhecimento da sociedade como os únicos pertinentes e adequados ao Estado Democrático de Direito. Que os adversários da democracia qualifiquem segurança como truculência. Para nós, segurança significa estabilidade de expectativas positivas, compatíveis com a ordem democrática e a cidadania, envolvendo, portanto, múltiplas esferas formadoras da qualidade de vida, cuja definição subsume dignidade e respeito à justiça, à liberdade e aos direitos humanos.


Texto que adaptei de:

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:mThrLqDBxyQJ:www.scielo.br/scielo.php%3Fpid%3DS0103-



PM - Além de policia administrativa, também é polícia judiciária

PM é considerada polícia judiciária e pode fazer escuta telefônica, diz TJ.



O Tribunal de Justiça confirmou sentença da Comarca de Itapoá que havia condenado Rafael Martins dos Santos à pena de cinco anos de reclusão, em regime fechado,pelo crime de tráfico de drogas.

Conforme os autos, em janeiro do ano passado, naquela cidade, a polícia apreendeu na residência do réu 50 gramas de cocaína e 3,1 gramas de maconha,além de uma balança de precisão e das quantias de R$ 524,00 e US$ 30,00.

Em sua apelação, preliminarmente, o réu requereu a nulidade da interceptação telefônica autorizada judicialmente, sob o argumento de que ela havia sido realizada pela Polícia Militar, autoridade incompetente para a ação.

No mérito, postulou absolvição por insuficiência de provas. Por fim, pleiteou a redução da reprimenda ou, ainda, sua substituição por restritivas de direitos. O relator da matéria, desembargador Irineu João da Silva, explicou que tanto a constituição quanto a lei que rege as interceptações telefônicas não fazem menção a qualquer impedimento em relação à PM.

“Na tônica do que assentou o nobre parecerista, 'não há vedação constitucional ou legal na realização, pela polícia militar, de escutas telefônicas autorizadas judicialmente, considerando que a polícia judiciária não é exercida,exclusivamente, pela polícia civil no âmbito estadual. Tendo em mente que foram observados os ditames da Lei n. 9.296/96, e que tal diploma não faz qualquer restrição à presença da polícia militar na condução dos procedimentos correlatos, é de se afastar a negada eiva”, anotou.

Quanto ao mérito, a 2ª Câmara Criminal negou acolhimento, por conta de as provas testemunhais – policiais e de usuários – serem suficientes para alicerçar a condenação. A decisão foi unânime. (Ap. Crim. n. 2010.047422-0)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ORGULHO DE SER POLICIAL MILITAR

“Nem sempre caminham juntas a grandeza e a bondade”
(John Clark)



Começo este artigo, descrevendo o Art. 25 do Estatuto da policia Militar de Mato Grosso do Sul – PMMS pela qual tenho orgulho de pertencê-la.

“São manifestações essenciais do valor policial-militar; o sentimento de servir a comunidade estadual traduzindo pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-militar e pelo devotamento à manutenção da ordem pública, mesmo com o sacrifício da própria vida”; a fé na elevada missão do policial milita, o civismo e o culto das tradições históricas; o espirito de corpo, orgulho do policial-militar pela organização onde serve; o amor à profissão policial-militar e o entusiasmo com que é exercida e o aprimoramento técnico profissional”.

Qual a Instituição Pública que tem tamanha relevância na sua essência profissional?

Somos sabedores que a profissão policial-militar é espinhosa em virtude das relevantes criticas, principalmente por parte de defesa dos direitos humanos. Mas parte da sociedade não tem conhecimento do poder coercitivo que o policial-militar tem para com a representatividade perante o Estado.

Os policiais militares são ao mesmo tempo amados e odiados, mas quando parte da sociedade está em apuros, a quem pede ajuda!

É um orgulho enorme e uma felicidade ainda maior em ver que a cada dia a minha instituição policial-militar do meu Mato Grosso do Sul está melhorando, com o governo fazendo investimentos e os policiais fazendo a sua parte; policiais preparados, nível intelectual a altura da nossa instituição e o mais importante protegendo e desejando o bem da sociedade, e mesmo com o arcaico Regulamento Disciplinar Policial Militar - “RDPM” que limita o chamado “profissional de segurança”, estamos sempre prontos, trabalhando com coragem e determinação e agindo de maneira brilhante nas operações policiais militares do nosso dia-a-dia.

A questão de sermos mal vistos pela sociedade é devido à cultura da “tolerância” muito forte, o que nos leva a cultura da transgressão. Em muitos casos, a policia militar não encara certas situações em virtude das leis atuais adotadas em nosso país e talvez por isso, a policia militar fica sem ação, onde às vezes usa dos recursos adequados para cada situação. É bom frisar que essa cultura de “tolerância” nos leva, e o poder público também, a fechar os olhos para uma serie de pequenos delitos.

A sociedade, quase que na sua totalidade, não tem conhecimento que a policia militar, em muitos casos, usa do poder coercitivo. Embora desconhecendo o contexto de onde veio a expressão coercitiva, até mesmo em virtude de ser bacharel em Administração, mas como policial militar tenho a obrigação de saber e de acreditar em nosso potencial.

Segundo Emile Durkhein, a coercitividade é uma característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são de tal maneira fortes que obrigam os indivíduos a cumpri-los.

Podemos então assim dizer que o poder coercitivo é uma faculdade que o Estado tem para coibir crimes e outras faltas que forem cometidas contra ele ou a população. Acredito que o Estado em tese poderia usar seu poder coercitivo para atender alguém em perigo ou risco de vida. Em tese o incremento de políticas públicas é um dever do Estado e um direito do cidadão.

Temos como objetivo, o ato de prevenir os fatos que perturbam a ordem pública que são limitados e controlados por meio do poder de policia, que segundo Pedro Nunes é “o dever e o poder justo e legitimo que tem o Estado de, por intermédio de seus agentes, manter coercitivamente a ordem interna, social, econômica e política e preserva-la e defende-la de qualquer ofensas e sua estabilidade, integridade ou moralidade: de restringir direitos e prerrogativas individuais; de não permitir direitos e que é seu prejuízo de terceiros”.

Vejamos então o que diz a lei sobre a competência das policias militares, começando pelo artigo 144, caput, inciso V e § 5º da Carta Política Federal:

“Artigo 144 – A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, e exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio através das policias militares (inciso V)”.

§ 5º - As policias militares cabem a policia ostensiva e a preservação da ordem pública...


Deveria haver uma lei orgânica que redimensionasse e disciplinasse a atuação das instituições coercitivas na sociedade, laicizando a atuação dos profissionais de segurança de intervenções políticas, que não são nada profissional nem muito menos morais. O investimento de capital humano é muito importante e fundamental, pois os policiais militares são quem compõe as instituições coercitivas, são indivíduos, ou seja, debaixo de uma farda ou de um quepe sempre há um ser humano, portanto, mediante uma perspectiva de gestão, o foco é sempre o policial militar.

É com esse sentimento de felicidade que me sinto honrado em ver meus companheiros policiais militares em suas cidades, trabalhando com afinco e fazendo o melhor para desejar uma segurança com altivez para a sociedade. Mas o sistema e as praticas culturais arraigadas ao longo do tempo impedem que esses profissionais se sobressaiam diante das dificuldades enfrentadas!

Portanto, é necessária uma cobrança efetiva, partindo de nós policiais militares e da sociedade em geral, de política de segurança pública que possam dar verdadeiras respostas às policias e a comunidade que é a verdadeira destinatária de nossos serviços.



Fonte http://www.artigonal.com/carreira-artigos/orgulho-de-ser-policial-militar-739238.html (Artigonal SC #739238)


José Valdeci de Souza Martins - Perfil do Autor:


Valdeci Martins é Policial Militar, na graduação de Cabo PM. É Bacharel em Adm. de Empresas, Graduado e Pós-Graduado em Estudos de Política e Estratégia pela UCDB/ADESG, XXI CEPE.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ser Policial Não É Para Qualquer Um

"SER POLICIAL NÃO É PARA QUALQUER UM", DIZ PROCURADOR

O promotor mineiro Rogério Grecco é um defensor de policiais. Autor de diversos livros que focam no Direito Penal, apontado como o “mentor de concurso” pelo trabalho realizado como professor em cursos preparatórios, Rogério Grecco é um jurista renomado que tem sua mais nova incursão com o livro “Atividade Policial - Aspectos Penais, Processuais Penais, Administrativos e constitucionais”. O olhar do promotor para os policiais não fica apenas na ótica do Direito, mas ganha também contornos de uma defesa de admirador.


“Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial. A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que faz”, comenta o jurista, que esteve em Natal ministrando um curso e lançando a nova obra na livraria Siciliano.Ele considera policiais heróis. Mas o que preferiria Rogério Grecco: ir para guerra ou ser policial nas ruas brasileiras? “Acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe”, responde, de pronto.


Grecco não poupa críticas a falta de cumprimento das leis punitivas para os criminosos de classe média. O professor é contundente ao afirmar que os genocidas estão “soltos”: “Precisa de um combate sério. O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida”, diz, em tom de desabafo, Rogério Grecco.O convidado de hoje do 3 por 4 é um professor que dá uma lição de cidadania, um promotor defensor dos policiais, um escritor que fala como mestre, um cidadão simples e simpático ao espectador.


Confira a entrevista.

Os policiais hoje causam mais medo do que segurança na população. O que levou a essa inversão de valores?
A ditadura teve uma influência muito forte com relação a isso. Havia muito abuso, muito arbítrio e depois da Constituição de 1988, depois que o Brasil se transformou em uma democracia começou a haver renovação nos quadros da polícia. Essa renovação tem sido muito importante, muito útil. Hoje os estudantes que prestam concurso de forma geral gostam da atividade policial. O único problema que ainda vê na atividade policial é a questão da remuneração que faz com que as pessoas migrem para outras profissões. Eu, por exemplo, sou do Ministério Público, mas meu concurso era para delegado de Polícia Federal. Não fiz porque não surgiu oportunidade naquela época. A função policial é muito bonita. Tem havido renovação, mudança de mentalidade na polícia. Uma polícia que respeita o direito do cidadão. Mas infelizmente a imagem que ficou foi a antiga, da polícia truculenta, que gosta de bater nas pessoas. Mas não é assim que a coisa acontece.
Mas há também os casos de corrupção dentro da polícia. O senhor credita isso a questão de caráter ou questão de falta de incentivo para esses profissionais?
Questão de caráter. Sabe por que? Porque se você for no Congresso Nacional quantos são corruptos? Graças a Deus que as coisas têm mudado. Mas quantos juízes, quantos desembargadores envolvidos, quantos ministros envolvidos em problema de corrupção? Agora o contingente policial é maior, quanto mais gente maior, proporcionalmente, a corrupção. Não é que exista só na polícia. Em todos os setores tem corrupção.
O tratamento destinado às Polícia Civil, Militar e Federal é diferente. A Polícia Federal usufrui de uma estrutura melhor. O senhor tem essa mesma percepção?
Tenho porque a estrutura é diferente. A estrutura da Polícia Federal é diferente. Quando você lida com a União a estrutura é sempre melhor. Mas isso está modificando nos Estados. As Polícias Civil e Militar são o front da batalha. Eles que recebem a primeira vítima, o indiciado, o primeiro acusado. Acho que a política de remuneração da polícia, a estrutura principalmente da Civil e Militar, deveria melhorar muito.

O policial brasileiro hoje é um predestinado, um herói por trabalhar em condições tão adversas?
É sim. Eu tenho contato muito grande com a turma do BOPE do Rio de Janeiro. Eu vejo ali aqueles policiais, o amor que eles têm pela profissão. Em nada eles são mais remunerados que os outros. São altamente especializados, são pessoas que introjetaram dentro deles esse amor, esse gosto pela atividade policial. Quando se fala de policial do BOPE, qualquer policial tem orgulho de ser do BOPE. Agora ao passo que nas outras polícias já há aquela resistência de sempre reclamando, sempre murmurando. Claro que o policial do BOPE quer ganhar mais, mas isso não faz com que ele seja corrupto. Tem outras polícias importantes. No meu Estado, em Minas Gerais, tem uma polícia boa, mas ainda está longe de ser o ideal. A gente tem que valorizar. Acho que o principal é que a gente tem que aprender a não falar mal da polícia. O policial se sente desprestigiado, desmerecido, ele se sente com vergonha de ser policial. Ao invés de ter orgulho ele fica envergonhado. Eu ensino meus filhos a gostarem da polícia. Meu filho já chegou a pedir autógrafo ao policial. Acho que um bom relacionamento é o que está faltando.

A sociedade é injusta com a polícia?
É. Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial. A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que fazem. Veja que sou do Ministério Público não sou da polícia. Vejo por exemplo você fazer uma incursão na favela, todo dia no Rio morre um policial. É difícil, tem que valorizar o policial.

Se o senhor fosse um policial preferia ir para guerra ou fazer segurança nas ruas do Brasil?
É difícil, pergunta difícil. Mas acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe.

Enveredando agora especificamente pela lei, como o Direito Penal pode evoluir para coibir efetivamente os crimes?
Não pode. Essa não é nossa finalidade. É porque as pessoas vendem o peixe errado no Direito Penal. Nosso problema não é jurídico, nosso problema não é legal, nós temos lei demais, nossa lei é boa. Precisa de um ajuste e outro, mas não é isso que as pessoas estão alardeando. Elas falam que tem que rasgar o Código completo. Isso é conversa. Isso não existe. O que tem que acontecer é o Governo implementar políticas públicas. Se não houvesse desigualdade social o índice de crimes contra o patrimônio seria quase nenhum. Por que no Japão o crime de índice contra o patrimônio é quase zero? Será que no Japão as pessoas sabem melhor que não podem furtar? Não! É porque lá eles têm uma qualidade de vida que é condizente com o não querer praticar crime contra o patrimônio. A medida que você vai implementando medidas sociais você vai diminuindo criminalidade. Eu estive em uma favela com a turma do BOPE no Rio de Janeiro. Uma favela pequena lá tem 30 mil pessoas. A Rocinha tem 250 mil pessoas. De que adianta entrar a polícia se não entra saúde, educação, lazer, habitação? Isso não funciona. Muitas cidades aqui do Rio Grande do Norte não devem ter 30 mil habitantes. Em Minas trabalhei em cidade com 10 mil habitantes. O Estado polícia tem que vir, mas também o Estado serviço social. Precisa investir em escola, saúde. Na minha opinião, o problema do Brasil se chama corrupção. No dia em que houver um combate efetivo sério a corrupção as coisas vão melhorar mais. Precisa de um combate sério. O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida. Ele é que precisa ser combatido. Se combate esse cara primeiro o resto fica fácil.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Policial

O Policial










Policiais são humanos (acredite se quiser!) como o resto de nós.

Eles vem em ambos os gêneros, mas na maioria das vezes são do
sexo masculino.

Eles também vem em vários tamanhos.

Na realidade, depende se você estiver à
procura de um deles ou tentando esconder algo.

Quase sempre, no entanto, eles são grandes.

Encontra-se policiais em todos os lugares: na terra, no mar, no ar.

À cavalo, em viaturas, e até na sua cabeça.

Independente do fato de "nunca se encontrar nenhum quando se quer um",
eles geralmente estão por perto quando mais se precisa deles.

A melhor maneira de conseguir um é geralmente por telefone
simplesmente discando 190, mais a melhor coisa é saber que estão nas
ruas para que possamos ter segurança dentro de casa.

Policiais dão palestras, fazem partos e entregam más notícias.

Exigem deles que tenham a sabedoria do Rei Salomão, a disposição de um
cavalo corredor e músculos de aço. Muitas vezes são até acusados de
terem o coração fundido no mesmo metal.

O policial é aquele que engole a saliva á grandes penas, anuncia o
falecimento de um ente querido e passa o resto do dia se perguntando
porque, ó Deus, fui escolher esta profissão.

Na TV, o policial é um idiota que não conseguiria encontrar um
elefante numa geladeira.

Na vida real se espera dele que encontre um menininho loiro "mais
ou menos desta altura" numa multidão de quinhentas mil pessoas.

Nos filmes eles recebem ajuda de detetives, da vizinhança, dos
repórteres e de testemunhas "-Eu sei quem foi".

Na vida real, quase tudo que eles recebem da população é ...
"-Eu não vi nada ...".

Quando ele dá uma ordem dura, ele é grosso.

Se ele lhe soltar uma palavra gentil, é uma mocinha.

Para os filhos ele é um super-herói, e para as outras crianças
ás vezes um amigo e, outras vezes um monstro.

Depende muito da opinião que os pais tem em relação a Polícia.

Ele vira á noite, dobra escalas, trabalha aos sábados, domingos e
feriados.

Sempre se chateia muito quando um engraçadinho vem lhe dizer "êpa,
este final de semana é prolongado, estou á toa, e vou curtir com meus
amigos e minha família uma praia".

Esta é a época da alta temporada, eles também vão para as praias, só
que para reforçar o policiamento e dar segurança para os veranistas.

Quando um policial é bom, ele "é pago para isso".

Quando comete um erro, "ele é um corrupto, e isso vale para todos os
outros da "raça" dele.

Quando ele atira num assaltante, ele é um herói, exceto quando o
assaltante é "apenas um garoto e qualquer um podia ver".

Muitos tem casas, algumas cobertas de telhas, e muitas outras cobertas
de dívidas.

Se ele dirigir um carro de luxo, ele é um ladrão.

Se for um carro popular, "quem ele pensa que está enganando?"

Policiais educam muitos filhos, muitas vezes, os filhos dos outros,
até melhor que os seus próprios, pois passam a maior parte do tempo
longe de suas famílias e resolvendo os conflitos alheios.

Um policial vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas que
uma pessoa comum.

Como os carteiros, os policiais tem que estar trabalhando independente
das condições do tempo.

Seu uniforme muda de acordo com oclima, mas sua maneira de ver a
vida permanece a mesma; na maioria dasvezes, é entristecida, mas no
fundo, esperando e lutando por um mundo melhor.

Policiais gostam de folgas, férias e café.

Eles não gostam de buzinas, brigas familiares, e principalmente,
autores de cartas anônimas.

Eles não têm sindicatos e não lhes é permitido fazer greves, mesmo com
a falta de equipamento, treinamento, condições de trabalho e os baixos
salários que ganham.

Têm que ser imparciais, educados, e sempre devem lembrar do slogan "a
Polícia Militar agradece e esta a sua disposição".

Muitas vezes tem que assumir outras funções como Psicólogo, Médico,
Delegado, Juiz, etc.

Às vezes é difícil, especialmente quando um indivíduo diz... "eu pago
impostos, portanto pago seu salário".

Policiais recebem elogios por salvar vidas, evitar distúrbios, e
trocar tiros com bandidos (de vez em quando ele não tem esta
oportunidade e quem vai receber os elogios e uma bandeira são os
familiares deles... a viúva, a mãe e outro ente querido.

Mas algumas vezes, o momento mais recompensador é quando, após
Fazer alguma gentileza a um cidadão, ele sente o caloroso aperto de
mão, olha nos olhos cheios de gratidão e ouve, "obrigado e que Deus te
abençoe" Isso é ser policial.

Durante todo dia, o dia todo, 24 horas por dia, 07 dias por semana...

Se está Perto incomoda a alguns, Longe faz falta a muitos.

O ser que não tem direito de cometer erro nunca, ser perfeito, algo

que só Jesus Cristo conseguiu ser."



AUTOR DESCONHECIDO

domingo, 1 de agosto de 2010

Modernizar para policiar

Artigo escrito por Arlindo Bastos, capitão da Polícia Militar do Estado da Bahia

Todos nós acompanhamos o empenho das três esferas de governo no sentido de organizar a copa de 2014 e os jogos olímpicos de 2016. Uma das principais preocupações dos organizadores destes mega-eventos é a segurança das delegações e do público assistente. Para coibir qualquer tipo de ato delituoso que comprometeria a credibilidade do Estado Brasileiro perante a comunidade internacional, os governos deverão o quanto antes investir na integração das diversas fontes de dados estatais, de forma a facilitar as decisões dos gabinetes integrados de segurança pública que deverão ser montados durante estes eventos, sem falar no legado de infra-estrutura que será herdado pelo contribuinte após estes espetáculos esportivos. Esta integração visa proporcionar aos gestores de segurança pública o acompanhamento e atendimento simultâneo de todos os tipos de ocorrências, tanto aquelas ligadas aos eventos “in lide”, quanto os eventos ordinários que acontecerão de forma simultânea.

Este tipo de ferramenta é formada por um sistema de equipamentos de observação, detecção, controle (TV, FLIR, visores termais, sistemas de inteligência eletrônica, terrestres ou embarcados em plataformas aéreas tripuladas ou não); e redes de comunicações. Estas transferências de dados são feitas através de canais com mensagens criptografadas ou codificadas com saltos contínuos de frequência, via data link, evitando assim, o risco de interceptação dos dados por pessoas não autorizadas. Os sistemas C2I ( comando, controle e inteligência), além de integrarem os sistemas em uso, irão proporcionar a interação dos policiais de serviço com o respectivo ambiente operacional, pois abrem a possibilidade do recebimento de informações através de laptops, rádios de banda larga e assistentes pessoais digitais, proporcionando ao policial no teatro de operações (TO) o seu posicionamento georreferenciado com o intuito de situar o efetivo terrestre da melhor maneira possível, com vistas ao acompanhamento de todas as atividades policiais do TO, pois neste tipo de missão os fatos se desenrolam de forma dinâmica, tendo o seu cenário modificado a todo o instante, o que torna obrigatório o gerenciamento de todos os personagens e meios existentes para a solução da ocorrência.

Além disso, o geoprocessamento facilita as reuniões preparatórias antes das missões, pois as mesmas poderão ser planejadas em cartas geográficas, inclusive em 3D, propiciando que as informações armazenadas durante a missão sejam utilizadas para treinamentos de forma virtual e para os debates pós missão, facilitando assim as operações futuras e reduzindo as baixas policiais e os danos colaterais.

Nós profissionais de segurança pública brasileiros devemos acreditar mais no emprego da tecnologia, pois segurança pública tem um preço, não se resumindo em compras de viaturas inadequadas para o rádio-patrulhamento e de coletes balísticos tão explorados políticamente em todos os estados brasileiros. Precisamos sim além de viaturas e coletes, de investimentos em tecnologia e cursos que preparem os policiais para o novo cenário que ora se descortina em consequência da projeção do Brasil no exterior. A violência urbana e rural pode ser drasticamente reduzida com o emprego tanto de sistemas C2I, quanto VANT, além da modernização dos grupos táticos das PMs, que seria a ponta de lança do C2I, com equipamentos similares ao FELIN (Fantassin a Equipements et Liaisons Integres), atualmente em implantação pelo Armée de Terre (Exército Francês), tendo sido aprovado o seu uso em ambiente urbano após exaustivos testes operacionais. Este sistema é composto dentre outros equipamentos, de: capacete com proteção balística, óculos de visão noturna, colete tático, rádio acoplado ao capacete, GPS, proteção balística para o joelho, miras noturna e diurna e tecidos modernos para o fardamento, tais como o Flektar.

O Exército Brasileiro desenvolve no CTEx (Centro Tecnológico do Exército) elementos componentes do programa conhecido como COBRA (Combatente Brasileiro do Futuro). Através deste programa os organismos policiais brasileiros poderiam passar as suas experiências táticas e operacionais que seriam de interesse para as nossas Forças Armadas nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e nas diversas missões da ONU. Este sistema poderá inserir o policial em um patamar superior ao do crime organizado, pois irá possibilitar o planejamento e a efetivação de operações, inclusive noturnas, garantindo ao agente da Lei a devida superioridade no TO graças a rapidez nas comunicações e tomadas de decisões do escalão superior, além de proporcionar a integração com outras equipes policiais que por ventura estejam operando no mesmo local, podendo-se assim acabar com o chamado “ fogo amigo” e danos colaterais que sempre atingem inocentes, durante missões características de zonas urbanas que são a maioria na atividade policial. Se queremos entrar para o rol de países organizadores de grandes eventos, devemos pensar no cenário acima citado, pois diversas delegações estrangeiras que virão para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, são passíveis de se tornar alvos de grupos terroristas internacionais e quadrilhas criminosas transnacionais.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Algo errado neste reino




Tenho tentado em outros foruns que participo, provocar algum tipo de reação por parte da Oficialidade Catarinense quanto ao descaso que estamos sendo "vitimas".

Claro que o tal descaso começa por nós mesmos, porquanto somos os primeiros algozes da Classe e da Instituição.

Alguns exemplos são claros e vou tentar não ser muito pragmático!

Vejam que para haver uma "melhoria" salarial fizemos incorporar a nossa folha de pagamento uma gratificação de Estimulo Operacional, ou seja, receber pelas horas extras trabalhadas além da carga normal e das normas trabalhistas (por analogia), e que foi limitada pelo Governo no pagamento de no máximo 40 horas.

Como eu disse no começo, foi para melhoria salarial, pois ganhávamos muito pouco(sic) e trabalhamos muito, e esta foi a melhor forma de incrementar o salário da época.

Devo salientar que isso ocorreu depois de manifestações públicas e até um principio de rebelião, diante dos baixos salários.

Hoje as horas extras são em média 25% do salário de cada policial, e continuamos ganhando pouco.

Só que as tais horas extras passando a ser, como foram, um reforço salarial, também passaram a ser uma espécie de forma do governo em ter mão de obra barata na Segurança Pública. Claro que ninguém disse ao Governo e este nao descobriu ainda, que na Segurança Pública é necessário investimento, não economia.

Ocorre então que qualquer policial, esteja doente ou não, para ter um salário QUASE digno tem que cumprir essas horas, ou seja, uma média de 50 horas por semana.

Quando o PM vai entrar em férias, ou licença tem que considerar esta questão, e terá que cumprir as 40 horas extras antes de entrar em gozo deste direito, isso no mês corrente, o que equivale dizer que terá que trabalhar 60 horas semanais ( 15 dias), o mesmo quando retorna, portanto as férias ou licença tem que ser iniciadas no meio do mês.

60/50 horas semanais!!!!!! Isto em qualquer pais civilizado que se preocupa com seu cidadão, é um absurdo!

Isso contribui para a baixa qualidade de vida do Policial Militar e reflete na qualidade do trabalho por ele desenvolvido!

Segundo uma pesquisa, a média de vida do policial brasileiro é de 54 anos. Isto obviamente se deve a periculosidade da atividade e também das condições de trabalho, que alem de insalubres tem esta sobrecarga.

Se diz que o Estado não pode gastar mais com Segurança Pública.
Ouvimos muitas vezes a tal Lei de Responsabilidade Fiscal sendo alegada, e outras falácias em que só acredita a senhora mãe de quem o diz.

A verdade é que nós Oficiais não estamos dando o devido valor a nós mesmos ao tempo que buscamos soluções paliativas para suprir nossas carências.

Refutamos que somas a melhor policia do Brasil e que somos melhores que a Policia Civil, mas não passamos de profanadores de nossa própria instituição.

Nestes últimos dias surgiu uma novidade, o Judiciário reconheceu o Direito das Praças ( Sargentos, Cabos e Soldados) a receberem pelas horas extras a mais trabalhadas , além das pagas pelo Estado.

Pasmem, que além de todo contexto que falei acima, sobre o peso dessa carga horária, ainda se cogita e de fato é real, que policiais militares trabalhem mais ainda, se diz que assim se supre a deficiência de efetivo.

Será??? E a qualidade desse " suprimento"???

Mas vamos lá, que seja, se for para ter um pouco mais de dignidade, embora para mim pareça uma troca arriscada, saúde e integridade física por dinheiro, pode ser uma boa causa.

Mas sabem o que ouvi estes dias? O seguinte: "Os Oficiais podem ser equacionados e suas escalas não devem passar das 40 extras, pois o governo não pode pagar".

Como piada é ótima! Mas duas coisas são realmente questionaveis nisso. A primeira é se o Oficial não é necessário, o seu trabalho não tem motivação de existir? Ele não precisa estar presente na vida da caserna e nas ações de Segurança Pública?

A segunda é o absurdo de se buscar soluções paliativas novamente, ou seja, para o problema surgido, sacrificasse a quem pudermos e depois deixemos acontecer.

Pior é que ninguém "assina em baixo" a tomada dessa decisão!

Neste mês corrente trabalhei 83 horas EXTRAS! isso mesmo OITENTA E TRÊS horas extras. Não vou receber por elas, salvo quando futuramente ganhar causa na justiça, mas a pergunta é: Não precisava cumprir essa carga? Então porque a fiz?

Nas Unidades Policiais próximas daqui faltam Oficiais para cumprir as escalas, salvo em tremenda sobrecarga, portanto não há de se falar em não ser necessário que se trabalhe mais do que a ROTINA, afinal temos um compromisso para com nossa MISSÃO profissional, mas não podemos ser loucos e trabalhar desprovido de uma justa recompensa. Ao contrário também não podemos pregar a não necessidade desse trabalho.

Criado o Paradoxo, onde então esta o erro? Eu diria que esta na falta de valoração por nós mesmos, que a partir dai outros nos dão valor. Temos que exigir mais!

Primeiro temos que fazer ver que o Estado tem que investir em Segurança Pública, é SEU DEVER, e para isso nada mais lógico que separe uma fatia do seu orçamento , e falo em 30% a 40% da arrecadação, e não um fundo que depende da aplicação de multas e cobrança de taxas.

Segundo, o acrescimo de mais efetivo e de meios.

Efetivo inclui Oficiais, os responsáveis pela condução da instituição!

Os meios nao são uma centena de cameras de vigilância e algumas viaturas. Meios são salários dignos, materiais adequados e valorização da Segurança como prioridade.

Temos que parar de sonhar e ser práticos e empreendedores.

Não sei o que espera e pensa um Oficial que esta no ápice da carreira e próximo a aposentadoria. Mas pergunto, porque não busca ser um exemplo de atitude Institucional? Porque não coloca a instituição acima de tudo e não do cargo que ocupa, pois este só tem valor se for "Lider" de uma instituição forte!

Não estou dizendo que nossos lideres estão errados, somente que tem outras opções do que deixar o barco correr e viver na mesmice que os levará ao ostracismo na aposentadoria!

Hic est opinio mea

Voltarei a tratar da questão!

Abraços

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Poema O Policial




Tem gente que ainda não sabe O que a polícia significa Com maldade a critica Sem conhecer a verdade Mas nesta oportunidade Parafraseando os doutores A polícia meus senhores É o braço da sociedade

Para vos dar sossego Lutamos de fronte erguida Arriscando nossas vidas Para proteger as vossas Tem gente que ainda faz troças Quando somos pisoteados Dão razões aos renegados Das razões que eram nossas

Essa gente erra meus senhores Quando não erra se engana Pois errar é coisa humana Mas quando o engano não vêem E o policial errar também Há sempre alguém que o aponta Mas finge que não enxerga Quando ele pratica o bem Somos aquele alvo humano Das armas dos delinqüentes Estamos sempre presentes Na batalha contra o mal Somos a guarda social Desta batalha renhida Arriscar sua própria vida É o lema do policial

O policial que é casado Não vive para a família Sem poder o filho ou a filha Dar um pouco de carícias Do lar não colhe delícias Porque na cidade ou no morro Há sempre um grito de socorro Chamando pela polícia Quando sai em diligências Despede-se dos filhos seus Vai com Deus papai, vai com Deus ... Lhe diz o filho querido Logo após tem se lido Em manchete de jornal Foi morto um policial Ao prender um foragido

Tristonho o filho pergunta A sua mãezinha que chora Mamãe, porque meu pai demora? Estou com saudades demais Quero expandir meus Ais Com forte beijo em sua testa Pra depois cantar em festa A linda canção dos pais Sei meu filho adorado Hoje é dia dos pais Mas o teu não volta mais Você tem que me entender É triste, mas vou lhe dizer Estando em sua dura lida O teu pai perdeu a vida No cumprimento do dever

O filhinho nada entende O que a sua mãezinha lhe diz E continua bem feliz Esperando o amado pai O sol desmaia, a noite a cai Venta muito já é outono A criança sente sono E o bercinho lhe atrai

No outro dia bem cedinho Faz pergunta sem receio Mamãe, meu papai já veio? Mas no momento se cala Esmorece, perde a fala Ao ver seu pai de coração De mãos postas num caixão Sobre a mesinha da sala E neste momento compreende Ao ver a sala tão triste Seu peitinho não resiste Dos seus olhos rolam prantos Pois o pai que amava tanto Lhe deixou na solidão Foi cumprir outra missão Com destino ao campo santo O menino fica tristonho Com os olhos rasos d’água Fica enxugando suas lágrimas Que um delinqüente causou A herança que lhe restou Foi uma placa com gravura “Honra ao mérito por Bravura” Que o próprio tempo gravou

E hoje com sua mãezinha Nos dedinhos vai contando Os anos que vão passando E o tempo que o pai morreu Do mesmo não esqueceu Conta dez, conta onze Mas aquela placa de bronze Nunca um abraço lhe deu Vejamos a outra face Em que meu nome figura Foi sem placa sem gravura Não tombei pois Deus não quis Senhores aquilo que fiz Foi sem rancor, sem maldade Pra dar paz a sociedade Eu tive um golpe infeliz

Numa noite negra e fria Chovia torrencialmente Fui chamado de repente Pra atender uma ocorrência Deixei com paz e paciência O mundo alto em que dormia Enquanto o baixo se divertia Nos vapores da violência

Pra dar paz a sociedade Fui em busca de um delinqüente Que furioso, violentamente Quis roubar a minha vida Mas a sua sorte foi mesquinha Não completou o arremate Usei os meios que tinha E eu pra não ficar no combate

Vejam meus senhores A situação que fiquei Contra vontade matei Pra salvar a vida minha E nesta batalha renhida Recebi como troféu Tormentos num banco de réu Julgado por homicida

Mas perante sete homens Foi dividido meu drama E Deus, Pai Divino que ama Iluminou mente por mente E perante o povo presente Deu-se o desfecho final Houve-se o magistrado Declarado o réu inocente

Por isso eu peço a Deus Que apague o que aconteceu E faça mais do meu EU Um policial de relevo Que diga ele de novo A grande massa social Que o braço do policial É a segurança do povo.

( Autor : Desconhecido)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quando Deus fez o Policial


Deus estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz: Estás levando muito tempo nessa criação Senhor! O que tem de tão especial esse homem?

Deus respondeu:
tu já viste o que me pedem neste modelo?Um policial tem que correr 10 km por ruas escuras, subir paredes,pular muros, entrar em matagais, entrar em casas que nem um fiscal de saúde pública ousa penetrar, e tudo isso, sem sujar, manchar ou rasgar o seu uniforme.
Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem sequer lhe dão tempo para comer.
Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir ate o tribunal prestar depoimento.
Também tem que possuir quatro braços, para poder dirigir sua viatura,atirar contra criminosos e ainda chamar reforço pelo rádio.

O anjo olha para Deus e diz: quatro braços? Impossível!

Deus responde:Não são os quatro braços que me dão problemas e sim três pares de
olhos que necessita.
Isto também lhe pedem neste modelo? pergunta o Anjo.

Sim, necessita de um par com raios-X, para saber o que os criminosos escondem em seus corpos: Necessita de um par ao lado da cabeça para que possa cuidar de seu companheiro e outro para conseguir olhar uma
vítima que esteja sangrando e ter discernimento necessário para dizer que tudo lhe sairá bem, quando sabe que isto não corresponde à verdade.

Neste momento, o Anjo diz: descansa e poderás trabalhar amanhã.

Não posso, responde Deus!
Eu fiz um policial que é capaz de acalmar ou dominar um drogado de 130 quilos sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário. Ele estará sempre pronto para morrer em serviço, com sua arma em punho e com sentimento de honra correndo junto ao sangue.

Espantado o Anjo pergunta a Deus:Mas Senhor, não é muita coisa para colocar em um só modelo?

Deus rapidamente responde: Não. Não irei só acrescentar coisas, mas também irei tirar. Irei tirar seu orgulho, pois infelizmente para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto. Ele também não irá precisar de compaixão: pois ao sair do velório de seu companheiro, ele terá que voltar ao serviço e cumprir sua missão normalmente.

Então ele será uma pessoa fria e cruel? - Pergunta o Anjo.

Certo que não, responde Deus.
Ao chegar em casa, deverá esquecer que ficou de frente com a morte, e dar um abraço carinhoso em seus filhos dizendo que está tudo bem. Terá que esquecer os tiros disparados contra seu corpo, ao dar um beijo apaixonado em sua esposa ou em seu esposo. Terá que esquecer as ameaças sofridas, ao ficar desesperado quando o salário não der para pagar as contas no final do mês e terá que ter muita, mas muita coragem para no dia seguinte, acordar e retornar ao trabalho, sem saber se irá voltar para casa novamente.

O anjo olha para o modelo e pergunta: alem de tudo isso, ele poderá pensar?

Claro que sim! Responde Deus.
Poderá investigar buscar e prender um criminoso em menos tempo que cinco juízes levam discutindo a legalidade dessa prisão!Poderá suportar as cenas de crimes as portas do inferno, consolar a família de uma vitima de homicídio e, no outro dia, ler nos periódicos que os policiais são insensíveis aos Direitos dos Criminosos.

Por fim, o Anjo olha o modelo, lhe passa os dedos pelas pálpebras, e fala para Deus: Tem uma cicatriz, e sai água.

Eu te disse que estavas pondo muito nesse modelo!Não é água, são lágrimas, Responde Deus.

E por que lágrimas? Perguntou o Anjo.

Deus responde: Por todas as emoções que carrega dentro de si.Por um companheiro caído.Por um pedaço de pano chamado bandeira. E por um sentimento chamado justiça!

És um gênio! ? responde-lhe o Anjo.

Deus o olha, todo sério, e diz: não fui eu quem lhe pus lágrimas?Ele chora, porque é simplesmente um humano!

quinta-feira, 25 de março de 2010


Nem querendo


* José Ricardo


A atividade policial é verdadeiramente um sacerdócio. Quem já vestiu uma farda e colocou uma arma na cintura jamais conseguirá esquecer do tempo em que combateu o crime. Quem está na ativa não consegue desligar da profissão nem nas horas de folga. É impossível ser apenas um civil, um paisano folgado.
Com o Sargento Moisés não acontecia de forma diferente, embora ele quisesse, e a esposa também, a qual já o havia acordado várias vezes quando ele começava a se debater enquanto dormia. E, naquela noite, os dois iriam ao parque de exposições da cidade para assistir ao show da dupla Victor e Leo.
Na entrada do parque, para não se identificar como policial, Moisés até entrou na fila para comprar os ingressos para ele e para a esposa. Percebeu, porém, que os seguranças estavam efetuando busca pessoal. Como ele estava armado, não teve outra opção a não ser se identificar antes que o segurança lhe revistasse e ficasse assustado com a arma, podendo ter alguma reação inesperada e causar uma tragédia.
Depois, junto com a esposa, procurou um lugar discreto para assistir ao show como um civil qualquer. Aos poucos, o espaço foi sendo ocupado, até se transformar numa grande massa humana. O sargento não conseguia desarmar o espírito policial. Ficava a todo momento espreitando o público.
De repente, ocorreu uma discussão de casal próximo a ele. Moisés decidiu que iria atuar só em último caso. Ficou olhando para o casal, que trocava insultos sem se importar com o escândalo que estava fazendo. O marido nervoso começou a desferir murros na esposa, fazendo com que Moisés se preparasse para levantar. Mas não foi preciso que o graduado atuasse; um grupo de policiais militares que fazia a segurança do evento chegou e pôs um ponto final na confusão.
Minutos depois, surgiu uma briga no meio da multidão. Os policiais se aproximaram dos contendores. O coração do Sargento Moisés acelerou; se percebesse que os colegas estivessem em dificuldade, não exitaria um milésimo de segundo em ir correndo para ajudar os irmãos de farda. Nesse momento, ele já tinha até esquecido da deliberação de ser apenas um civil, um paisano folgado. Contudo, não foi preciso atuar; os policiais rapidamente dominaram os estraga-festas e os conduziram ao posto de triagem.
Por algum tempo, Moisés teve uma trégua e pôde assistir ao show dos artistas conterrâneos. Que vida boa, sapo caiu na lagoa, sou eu no caminho do meu sertão...
Terminado o show, quando ia embora, o sargento sentiu um cheiro de maconha no ar. Olhou em derredor, mas não viu ninguém com cigarro aceso.
- Que foi amor? - perguntou a esposa, preocupada.
- Tá sentido o cheiro?
- Amor, você tá de folga. Desliga um pouco!


Nota: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independetemente de censura ou licença” - Inciso IX do artigo 5º da Constituiçaõ Federal.

quarta-feira, 24 de março de 2010

No Brasil é assim......

Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais
Quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz:
- Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
- De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...
Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.

MORAL DA HISTÓRIA:

CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS,
PENSE BEM NAS POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS,
ANTES DE RESPONDER!

No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:
- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado...!
Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo.
Já contei pra todo mundo!

MORAL DA MORAL:

VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM,
MAS LEMBRE-SE QUE
SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!

'O problema do Brasil é que...
Quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal...

Mas quem limpa o cu com ele!














AS VEZES ME PERGUNTO: SOU DOIDO??


AHHHHHHHH.....CLARO QUE SOU, SENÃO ESTARIA CHORANDO DESTA VIDA!

TEM PESSOAS QUE LEVAM A VIDA A SÉRIO....BAH! TOLOS, NÃO SAIRÃO VIVOS DESSA!

Uma oração para um ano bom

Senhor!
Peço que nesse ano...
O meu dedo polegar
fique desgastado
de tanto contar dinheiro!
A minha conta bancária
produza brilho
nos olhos do gerente!
A concorrência bancária
entre em atrito
para conquistar a minha conta!
Eu encontre
uma calculadora
com visor acima de 20 dígitos!

As minhas despesas
sejam insignificantes
perante a minha receita!
O meu principal veículo
seja o carro forte!
A minha principal residência
seja a casa da moeda!
O jardim da minha casa
seja florido
e com muita grana!
Eu convide meus amigos
para um cofre break!
Eu seja igual ao americano: DO LAR!
Eu tenha igual ao francês: UM LAR JAN!
Se não escutar um japonês: DIREI YEN???
Em alguns países
eu mantenha meu peso!
O prato principal
em minha mesa seja o Tutu!
Em minha casa
o espeto seja de carne
e o dinheiro de praxe!
ASSIM ... SEJA!
ASSIM ... É!
ASSIM ... SERÁ!
AMÉM...

Magia


Em todas as coisas belas da vida existe magia, como explicar o encanto
que certas pessoas exercem sobre a gente? É tão difícil explicar e tão
fácil de perceber.

Há magia no ar, quando algo de especial acontece.

É tão bom viver esses momentos. Por um instante perceber a sincronia,
fazer parte de um segredo, estar vendo as engrenagens do universo se
encaixando com perfeição, porque nada - mas nada mesmo - acontece por
acaso...

Cada Existência



Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas
terrenas. Teu ambiente de trabalho é o
que elegeste espontaneamente para a tua
realização. Teus parentes, amigos são as almas
que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente
sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de
teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua
jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e
fazer um Novo Fim.
Autor: Chico Xavier